Coloca na conta do Abreu


(Meus dotes culinários resolveram refletir meu senso de organização e minha memória de curto período (deve ter um nome para ela) e cobrar por isto!)


Já pararam para refletir como as pessoas a tua volta se referem a suas ações naquelas ocasiões em que é necessários para elas dizerem: "_Mas tem momentos em que a gente..". Sobre o "a gente" ser algo que desprezo e definha o uso correto dos pronomes é outra disputa que ainda chega às vias de fato, mas ai são outros quinhetos. Vamos com certeza retomar o raciocínio (do grego estrategie..)
É um costume de todos usarem a sua própria imagem para espelhar os outros, sem se importar com a generalização. Costumo cuidar de minhas palavras, neste exemplo tento sempre me lembrar de me referir aos mesmos pensamentos e ao modo como ajo dando a culpa a mim e deixando claro que não sei como outras pessoas fariam ou fazem, se falo de alguém que não eu, foi por ver.


Espelhamos o mundo em nós. Julgamos o outro por nós mesmo. Ou como faríamos diferente? Quem mais conhecemos que não apenas nós mesmos? É claro, eu sei que falando assim sigo a teoria de que generalizamos utilizando com base nós mesmo, mas essa é a minha teoria oras!

Pronto, agora ficou confuso.. me atrapalhei.. retomando.. vou procurar um exemplo..

Tropa de Elite, filme mais assistido do ano talvez (isso antes de ser lançado). Ele mostra um pouco de tudo que venho escrevendo aqui: o modo de utilizar da arte de iludir para criar uma resposta digna a atos e dissimular a realidade abrigado de toda culpa, Cap. Nascimento também é bandido. A frase do filme que seria de exemplo para o que tentei explicar até agora neste post seria: "_[...]bandido não perdoa.".
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2 comentários:

Dame sans merci disse...

Quanto ao "a gente" não há nenhum insulto á língua portuguesa.Isso é coisa desses gramáticos que não muito entendem de língua.A gramática normativa é um instrumento meramente convencional e não eficiente como mecanismo de interpretação,descrição análise ,estudo ,seja lá o que for da realidade da língua.Teremos de perdoá-los.O gramatico,o linguísta,o poeta,e qualquer outro que trabalhe com língua-linguagem
lida com o objeto ( que ao mesmo tempo é instrumento) mais ingrato que existe.Terrivelmente ambígua,a linguagem escapa e toda tentativa de apreensão.Auscutar-lhe não é fácil...isso sem falar de todas as suas facetas,e quando ela resolve refletir meu caro,não há quem a segure.Vale ficar ligado para não acreditar nessas histórias pra boi durmir contadas por esses gramáticos,afinal a língua que escrevemos não é a nossa,não corresponde á língua que internalizamos em nosso cérebro e consagramos o uso.Pode até ter semelhanças periféricas,mas não é a mesma coisa.

Dame sans merci disse...

Quanto ao capitão Nascimento bandido,discurso artístico e alienação...Voltamos ao marxismo...
Analiso o filme em outro nível.ele só veio pra confirmar que o sistema que tanto cantamos e decantamos em verso e prosa de fato não existe.O que existe é apenas uma grande simulação desse sistema ideal.Será que existe mesmo um social e uma margem desse social?Será que posso falar ainda em classes,numa sociedade que eu chamo de massificada?isto é no mínimo paradoxal,além de ser um grave erro metodológico.As instituições não funcionam,e elas são a base do sistema representativo.Se elas não acontecem então...o que existe é uma simulação delas.No filme isso é mostrado quando matias e neto usam o sistema contra o proprio sistema.As leis não existem.